escola filomena

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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

É importante conhecer a história para adquirir o salutar hábito de desconfiar dos critérios de seu tempo: eles evoluirão como outros evoluíram. O estudo da história permite avaliar a noção de progresso. O indivíduo compreenderá melhor a importância de manter a memória, como forma de preservar o que ele é, suas características e identidade5.                                                              
          Ao ponderar sobre as realizações na área educacional, de oito governos federais, correspondendo a cerca de sessenta e três anos atrás, observa-se no geral, a ausência de prioridade na área. Houve melhoria de um aspecto ou outro, com a elaboração de programas em sua maioria, baratos e instalados de “cima para baixo”.                     
           Felizmente, ao longo de décadas e décadas, houve lenta e progressiva mudança da mentalidade sobre a importância da educação. O hábito da avaliação, acompanhamento e da cobrança popular, se desenvolvido, contribuirá para que não se encontre a qualidade, nessa parte do mundo, somente em empresas de ensino particulares. A descrição a seguir mostra as ações de pouca monta, adotadas ao longo do tempo, ilustrando um pouco as razões que conduziram ao estado  atual de descaso:
                                         
         O setor de educação no governo de Juscelino (1956-1961) foi contemplado com apenas 3,4% dos investimentos inicialmente previstos que prescrevia a orientação da educação para o desenvolvimento e não falava em ensino básico. O governo passou à história como aquele que criou a Universidade de Brasília e estimulou a formação de cursos superiores voltados para a administração.Reavivou-se o grupo “Pioneiro da Escola Nova” cuja bandeira, consistia como dever do Estado, de uma educação pública, obrigatória, laica e gratuita.                                                            
          A taxa de analfabetismo batia em 56,17% da população com idade superior a 15 anos. No final do governo registrava-se uma percentagem de 39,35%. Os "escola-novistas" acabariam por ver suas teses derrotadas ao ser aprovada a LDB em 1961. O art. 95 da Lei 4.024, previa que a União dispensaria sua cooperação financeira ao ensino sob a forma de subvenção e financiamento a estabelecimentos mantidos pelos estados, municípios e "particulares", para a compra, construção ou reforma de prédios escolares, instalações e equipamentos. O país, na época, não tinha recursos para estender a rede oficial de ensino, que marginalizava quase 50% da população em idade escolar. Deliberou-se pela expansão da rede privada, mas a extensão dos benefícios da educação não alcançou o conjunto da população mais carente3.                         
            O governo de Costa e Silva, 15/03/67 a 31/08/69, criou o GTRU – Grupo de Trabalho da Reforma Universitária, instituído pelo Decreto 62.977 em 21/7/68. A GTRU era apenas uma forma de abafar a crise estudantil.  A lei 5.540/68 criou a matrícula por disciplina, adotou o vestibular classificatório e unificado eliminando os excedentes por falta de  vagas.(1)
                                                          
             No governo de Emílio Garrastazu Médici. (30/10/69 a 15/03/74) implantou-se a LDB de 1971. Na Lei 5.692/71, o curso primário e ginasial foi agrupado no Ensino de Primeiro Grau. Programas do Governo Federal: a) MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização), b) Plano de Educação Continuada para Adolescentes e Adultos, c) Programa de Educação Integrada, d) Programa Cultural, e) Programa de Profissionalização, f) Programa de Diversificação Comunitária, g) Programa de Educação Comunitária para a Saúde, h) Programa de Esporte.                               
             O Conselho Federal de Educação fez desaparecer a divisão entre Português, História, Geografia, Ciências Naturais e substituiu por Comunicação e Expressão, Estudos Sociais e Ciências. Foi tirado Filosofia e Sociologia, colocado Educação Moral e Cívica, OSPB (Organização Social das Políticas Brasileiras) e OPT (Organização para o Trabalho).
                                                       
            O Segundo Grau, por sua vez, tornou-se integralmente profissionalizante. As escolas particulares desconsideraram essa lei e as públicas, obrigadas a cumprir, foram descaracterizadas.  A Lei 5.692/71 desativou a Escola Normal e transformou o curso de formação de professores das quatro séries iniciais do ensino básico na “Habilitação de Magistério”1.                                                               
            O governo de Castelo Branco (1974-1979),  sugeriu um vestibular mais complexo. Para ele toda agitação estudantil era devida a um ensino desvinculado do mercado de trabalho. Acreditava que o engajamento político dos estudantes da década de 1960 era devido ao fato de estudarem cursos que os deixavam livres demais.
                                                                                             
           O Ensino Médio deveria atender à população em sua maioria, enquanto o ensino universitário fatalmente deveria continuar reservado às elites. A reforma universitária promovida pela Lei 5.540/68 nunca foi aceita pelos setores não conservadores1.                        
         O governo do general Figueiredo (1986), derrubou a profissionalização obrigatória do ensino do Segundo Grau1.                 
            No governo Sarney ( 1985-1990),estudava menos de 30% das crianças. O Projeto João de Barro implantou escolas comunitárias em áreas rurais ou de periferia, em que a comunidade entrava com o espaço escolar e o Estado com os professores.  Criou também o programa Bandeirante, responsável pela construção de ginásios no interior do Estado. O número de ginásios estaduais subiu de um para 54. As matrículas escolares  aumentaram de cem mil para 540 mil. Isto foi possível com a TV Didática (depois TV Educativa), primeira emissora do Brasil a transmitir aulas pela televisão. A TVE tinha por objetivo a formação de professores e monitores. Não havia ainda a difusão da TV por satélite e eram gravados “tapes” para multiplicar as aulas a todo o Estado(6).
                                                                                      
               Durante o governo Collor (1990 – 1992), o orçamento destinado a educação foi reduzido para 3,6% do PIB. Os investimentos foram restritos ao projeto dos CIACS. Foi proposta a privatização das Universidades Federais que eram tidas como consumidoras de recursos que deveriam ser destinados às escolas de nível básico. A privatização se daria de forma indireta, entregando-as a auto-sustentação. Na verdade a política educacional ficou restrita a arbitrar sobre os preços das mensalidades privadas2.                                                                 
                O Governo de Itamar Franco a partir de 1992 teve problemas com a falta de recursos porque Collor priorizou a construção dos Ciacs, os escolões inspirados nos Ciepes de Leonel Brizola. Restou a Itamar colocar a casa em ordem.  Decidiu fechar o Conselho Federal de Educação, alvo de denúncias de corrupção por venda de pareceres para abertura de cursos superiores. Outras ações foram a implantação de programas para avaliação de livros didáticos e de universidades públicas(4).
                                                          
              Durante os oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso,  a principal meta do programa Avança Brasil  para as creches foi cumprida.  A queda na taxa de analfabetismo na população com 15 anos ou mais de idade, de 16,6%, para 13,6%, foi residual. O lançamento de programas como o Fundef e o Toda Criança na Escola contribuiu para alavancar os indicadores quantitativos  do ensino fundamental.
                                                                                   
               Não  investiu  na expansão do ensino médio.  Não definiu uma política de valorização e aperfeiçoamento dos docentes. Em relação às universidades públicas federais, o que melhorou foi à qualificação do corpo docente. Parcialmente cumprida ficou a meta de investir na melhoria dos laboratórios, equipamentos e bibliotecas das instituições federais(7).
                                                            
              Durante os oito anos do governo Lula, se pôs em prática  planos como: Desenvolvimento da Educação, o Novo Enem, o acréscimo de um ano no ensino fundamental, o REUNI, o PROUNI e  o Ensino à Distância. Houve a expansão das universidades  federais e do ensino médio. Houve ainda um avanço explosivo do setor privado. A alfabetização foi uma das grandes decepções. Aliás, hoje nós temos o mesmo número de analfabetos que tínhamos, em 19648.


         Referências:
1-http://www.slideshare.net/estudosacademicospedag/slide-educao-da-ditadura-militar (modificado)
 7http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_colunas/g_piolla/id180702.htm
8-http://abmeseduca.com/?p=1318(adaptado)

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Cursos abrirão mais de 6 mil vagas em setembro; inscrições estarão abertas a partir do dia 2

O programa Inglês sem Fronteiras oferece 6.045 vagas em cursos presenciais de língua inglesa na edição de setembro próximo. As inscrições serão abertas no dia 2 e se estenderão até o dia 11. Os cursos serão realizados pelos núcleos de línguas (NucLi) das universidades federais credenciadas pelo programa. As aulas terão início em 22 de setembro.
Para concorrer às vagas, o candidato deve observar os requisitos:
• Ser estudante de graduação, mestrado ou doutorado, com matrícula ativa nas universidades federais credenciadas como núcleos de línguas (NucLi).
• Ser estudante participante e ativo no curso My English, on-line, cuja inscrição tenha sido validada com até 48 horas de antecedência à inscrição no núcleo de línguas
• Ter concluído até 90% do total de créditos da carga horária do curso.
Para efeito de classificação, terão prioridade:
• Alunos de graduação de cursos das áreas do programa Ciência sem Fronteiras.
• Estudantes que tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010 e obtido média igual ou superior a 600 pontos, incluindo a redação.
• Estudantes que tenham concluído até 80% da carga horária total do curso, com maior índice de rendimento acadêmico, conforme parâmetros da própria universidade.
• Bolsistas ou ex-bolsistas do programa Jovens Talentos para a Ciência de qualquer curso de graduação, com vínculo institucional.
A carga horária presencial é de quatro aulas de 60 minutos, distribuídas em pelo menos dois encontros semanais, em locais e horários definidos pela universidade credenciada. Os cursos terão a duração mínima de 16 e máxima de 64 horas, conforme a proposta pedagógica de cada NucLi.
Lançado pelo Ministério da Educação em dezembro de 2012, o programa Inglês sem Fronteiras tem como objetivo contribuir para o aprimoramento da proficiência em língua inglesa dos estudantes universitários brasileiros, bem como abrir oportunidades de acesso a instituições de ensino no exterior.
As regras para participação nos cursos constam do Edital nº 27, de 20 de agosto de 2014, da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, publicado nesta sexta-feira, 22, no Diário Oficial da União. Mais informações na página do Inglês sem Fronteiras na internet. As inscrições, gratuitas, devem ser feitas no Sistema IsF.

Química - Aula 01 - Sistemas Materias

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

DICAS PARA ESTUDANTE



03 dicas para fazer uma boa redação no Enem 2014


A redação representa uma grande parte da nota do Enem, portanto é essencial que você consiga escrever um bom texto para garantir a sua vaga na universidade dos sonhos. Você está preocupado com a qualidade da sua escrita? Siga as seguintes dicas e garanta um bom desempenho:

1 – Não repita palavras

Textos com palavras que se repetem são cansativos e, geralmente, pouco criativos. Quando você perceber que está usando muito uma palavra específica, pense em sinônimos para ela e a substitua. Sua redação ficará mais fluida.

2 – Mudou de assunto? Mude de parágrafo

Suponha que você está fazendo uma redação cujo tema é educação e deseja abordar o ensino infantil e o superior. Cada uma tem as suas características, portanto é essencial que você separe os dois temas em parágrafos diferentes. Isso fará com que o seu texto fique mais claro e conciso.

3 – Cuidado com os sinais de pontuação

Uma boa redação não é construída só com palavras, mas também com sinais de pontuação, como os pontos finais e vírgulas. É fundamental que você saiba usá-los nas horas certas, porque é isso que fará com que o seu texto fique organizado e faça sentido ao avaliador.





quinta-feira, 14 de agosto de 2014

JERNS 2014: FUTEBOL SOCIETY DO FILOMENA VAI ÀS SEMIFINAIS

SOCIETY EM BUSCA DO OURO



                 A equipe de Futebol Society da Escola Estadual Filomena de Azevedo permanece em busca da medalha de ouro nos XLIV JERNS, Regional Nova Cruz.
                    Em jogo disputado pelas quartas de finais, o Filomena de Azevedo encarou hoje (14 de agosto) a Escola Estadual Diógenes da Cunha Lima, da Cidade de São José de Campestre. O jogo acabou empatado no tempo normal por 1 a 1, com o gol marcado pelo atleta Daniel. E nas penalidades, nossa Escola saiu vencedora por 2 a 0. 
 

                   A partida foi bastante disputada até o último minuto da partida, pois durante o decorrer do jogo, o atleta Waniertony foi expulso, e com isso ficará suspenso e não disputará as semifinais. 
       


     

  
      
                 

    


       



 

    
      

    


               O jogo das semifinais acontece nesta sexta-feira às 9:30 contra a Escola Estadual Rosa Pignataro, da Cidade de Nova Cruz.



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

10ª OBMEP: VEJA A LISTA DE ALUNOS CLASSIFICADOS PARA A 2ª FASE

OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA DA ESCOLA PÚBLICA

RELAÇÃO DE APROVADOS NA 1ª FASE



    


             ATENÇÃO ALUNOS DA E.E.FILOMENA DE AZEVEDO...


                O site da OBMEP divulgou a lista de alunos aprovados por Escola, que se classificaram para a 2ª fase da competição nos três níveis de conhecimento. 





             Os alunos aprovados na 1ª fase que estão aptos a participarem da 2ª etapa podem conferir seus nomes no sítio abaixo:















                   

                A próxima fase acontecerá dia 13 de setembro de 2014, às 14:30 h.(horário de Brasilia), na Escola Estadual Filomena de Azevedo.


                Aproveitando a oportunidade, nós da Escola Estadual Filomena de Azevedo desejamos uma ótima prova.

                     PARABÉNS a todos os aprovados.


Pegava livros no lixo: ex-catador de Brasília conta como virou médico



O dia seis de junho de 2014 é uma data muito importante para Cícero Pereira Batista, 33. É data da sua formatura, quando ele fez o "Juramento de Hipócrates" e jurou fidelidade à medicina. O diploma na tão sonhada carreira foi um investimento de quase oito anos da vida do ex-catador.
Natural de Taguatinga, cidade satélite a 22,8 km de Brasília, Cícero nasceu em família pobre e precisou de muita perseverança para alcançar a formação em uma das carreiras mais concorridas nos vestibulares. Ele só começou a fazer a graduação aos 26 anos.
"Minha família era muito pobre. Já passei fome e pegava comida e livros do lixo. Para ganhar algum dinheiro eu vigiava carro, vendia latinha. Foi tudo muito difícil pra mim, mas chegar até aqui é uma sensação incrível de alívio. Eu conseguir superar todas as minhas dificuldades. A sensação é de que posso tudo! A educação mudou minha vida, me tirou da miséria extrema", conta Cícero.
Arquivo pessoalNão há desculpa para não seguir os sonhos. É preciso focar naquilo que se quer. Não é uma questão de inteligência e sim de persistência. A educação mudou a minha vida e pode mudar a de qualquer pessoaCícero Pereira Batista, 33, ex-catador que virou médico
O histórico familiar de Cícero é complicado: órfão de pai desde os três anos e com mãe alcoólatra, o médico tinha dez irmãos. Dois dos irmãos foram assassinados.
Quando tinha 5 anos, o menino pegava o que podia ser útil no lixo. Inclusive livros, apesar de não saber ler. Com o tempo, conta o ex-catador, eles foram servindo de inspiração. Ficava mais feliz quando encontrava títulos de biologia, ciências. Certa vez encontrou alguns volumes da Enciclopédia Barsa e "descobriu Pedro Álvares Cabral, a literatura, a geografia".
Cícero é o único da família que concluiu o ensino médio e a graduação. Para ele, a educação era a única saída: "Diante da minha situação social eu não tinha escolha. Era estudar ou estudar para conseguir sair da miséria extrema". Ele terminou o ensino fundamental na escola pública em 1997 -- na época as séries iam do 1º ao 8º ano. Entre 1998 e 2001, fez o ensino médio integrado com curso técnico em enfermagem.

Ajuda dos professores e colegas

"Quando eu fazia o ensino médio técnico eu morava em Taguatinga e estudava na Ceilândia. Não tinha dinheiro para o transporte e nem para a comida. Andava uns 20 km, 30 km a pé. Muitas vezes eu desmaiava de fome na sala de aula", explica.
Ao perceber as dificuldades do rapaz, professores e colegas começaram a organizar doações para Cícero de dinheiro, vale-transporte e mesmo comida. "Eu era orgulhoso e nem sempre queria aceitar, mas, devido à situação, não tinha jeito. Eu tinha muita vergonha, mas nunca deixei de estudar", conta.
Na época da faculdade, Cícero também recebeu abrigo de um amigo quando passou em medicina numa instituição particular em 2006 em Araguari (MG), a 391 km de Brasília. "Frequentava as aulas durante a semana em Minas e aos finais de semana vinha para Brasília para trabalhar. Era bem corrido", diz. Ele conseguiu segurar as contas por um ano e meio. "Eu ganhava cerca de RS 1.300 e pagava RS 1.400 [de mensalidade]. Até cheguei a pedir o Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] por seis meses, mas no fim as contas foram apertando ainda mais e parei".
Arquivo pessoalA educação mudou minha vida, me tirou da miséria extremaCícero Pereira Batista, 33, ex-catador que se formou em medicina
Ao voltar para Brasília decidiu fazer Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para conseguir uma bolsa do Prouni (Programa Universidade para Todos). Estudou por conta própria, fez a prova no final de 2007 e conseguiu uma bolsa integral em uma universidade particular de Paracatu (MG), a 237,7 km de Brasília. Foram mais seis meses -- e Cicero voltou a Brasília mais uma vez.
No ano seguinte, fez o Enem mais uma vez. Ele queria estudar mais perto de casa por causa do trabalho -- ele era técnico de enfermagem concursado -- e da família. Com sua nova nota do Enem, ele conseguiu uma vaga com bolsa integral na Faciplac (Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central), na unidade localizada na cidade satélite Gama, 34,6 km de Brasília.
"Tive que começar tudo zero novamente. Tive vontade de desistir na época. Poxa, já tinha feito um total de dois anos do curso de medicina, mas não consegui reaproveitar nenhuma matéria. Mas no fim deu certo", conta o médico que enfrentou os anos da faculdade também com a ajuda dos livros do projeto Açougue Cultural, uma iniciativa que empresta livros gratuitamente nas paradas de ônibus de Brasília.
Atualmente, Cícero é diretor clínico de um hospital municipal e trabalha em outros dois. O momento para ele agora é o de "capitalizar" [ganhar dinheiro] para melhorar de vida e ajudar a família. Cursar um doutorado fora do Brasil também está entre seus planos.
"Não há desculpa para não seguir os sonhos. É preciso focar naquilo que se quer. Não é uma questão de inteligência e sim de persistência. A educação mudou a minha vida e pode mudar a de qualquer pessoa", conclui.

SUPERAÇÃO: Britânica que só movimenta os olhos termina faculdade de História

  • Reprodução/www.dailymail.co.uk
    Dawn Faizey Webster e o computador que transforma o movimento dos olhos em texto
    Dawn Faizey Webster e o computador que transforma o movimento dos olhos em texto
A britânica Dawn Faizey Webster, 42, está se formando em história antiga pela Open University (Universidade Aberta, em tradução livre) após seis anos de curso -- feito que já seria motivo de orgulho para sua família. Para realizar esse desejo, Dawn enfrentou sua precária condição física: ela consegue mexer apenas os músculos dos olhos.
Dawn sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) em 2003 e, como sequela, teve paralisia total de quase todos os músculos do corpo, exceto os dos olhos. Além de piscar os olhos, ela também consegue fazer pequenos movimentos com a cabeça - a condição é conhecida como síndrome do encarceramento.
Sem poder falar ou se mover, Dawn começou a fazer faculdade em 2008.
A graduação foi realizada com a ajuda de um laptop que transforma o movimento dos olhos de Dawn em texto. Com o equipamento, ela consegue escrever até 50 palavras por hora. Nesse ritmo, provas que demorariam cerca de três horas chegaram a durar três semanas. 
Para escrever no laptop, ela empurra os botões fixados em ambos os lados da cabeça para mover o cursor na tela e pisca para registrar as letras. Segundo Dawn, o computador foi sua "tábua de salvação". 
Dawn contou ao tabloide britânico "Daily Mail" que ficou muito feliz e orgulhosa por ter conseguido o diploma e alcançado seu objetivo. "Quando eu tive meu acidente vascular cerebral, eu percebi que não seria capaz de fazer qualquer coisa física. Então, decidi usar a coisa que não tinha sido afetada, que foi o meu cérebro", afirmou. 
Além de sua graduação, a mulher também escreveu sua autobiografia e, agora, pretende fazer mestrado em história da arte. 
Dawn teve o AVC duas semanas após o nascimento de seu filho, Alexander. Os problemas começaram ainda na gravidez, quando ela foi diagnosticada com pré-eclâmpsia, doença associada à hipertensão da gestante. Atualmente, Alexander tem 11 anos.


ENEM: Especialista dão dicas de como estudar pela Internet

Simulados e aulas pela internet são opções cada vez mais procuradas por quem está estudando para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). É preciso, no entanto, ter alguns cuidados na hora de escolher a melhor plataforma. 
O primeiro passo é conhecer bem o Enem, como aconselha o professor do Colégio JK, em Brasília, Marcelo Freire. "O Enem é uma prova diferente de vestibulares comuns. O exame não monta questões com determinado conteúdo para selecionar o aluno, o Enem usa competências, habilidades, tem níveis: fácil, médio e difícil, é uma outra abordagem do ensino médio", diz.

ESTUDE PARA O ENEM

  • Getty Images
    Prova de exatas do Enem cobra temas básicos; veja o que estudar
    Divulgação
    Confira 21 sugestões de filmes para estudar filosofia e sociologia
    Editoria de Artes/Agência O Globo
    Aprenda a fazer uma boa redação em dez passos
    Rivaldo Gomes/Folhapress
    Estudar com provas antigas é principal dica para realizar Enem
A dica é que o candidato acesse no portal do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) o conteúdo das provas e as matrizes de referência. "Conhecendo o Enem, o aluno vai conseguir separar na internet o que é bom do que não é", diz o professor. Segundo ele é preciso estar atento porque muitos sites disponibilizam questões de vestibulares como se fossem do Enem. Os conteúdos são diferentes e o aluno perde tempo em vez de se preparar.
O professor da escola Garriga de Menezes e do Colégio Pedro 2º, no Rio de Janeiro, Rubens Oda, alerta o estudante para buscar sites de confiança e, para isso, "olhar a quantidade de curtidas e recomendações da página".
O aluno pode observar também o que é oferecido: há sites que contêm múltiplas funcionalidades, explica Oda, como listas de exercícios, material de apoio, simulados, que ajudam o estudante a se preparar melhor para o exame. "Hoje há uma gama muito grande que pode ser usada em casa, uma série de aplicativos, sites. Esse material pode ajudar também nas aulas presenciais", diz.
Freire complementa que questões comentadas do Enem e videoaulas são boas pedidas. "O fato de o aluno poder pausar e voltar, assistir quantas vezes achar necessário resolve metade dos problemas em sala de aula. Na sala, quando o aluno se distrai e perde o fio da meada, muitas vezes perde o conteúdo".
Marina Pimenta Staub, tem 17 anos e está no terceiro ano do ensino médio. Para ela, a internet tem sido fundamental nos estudos. No ano passado, a aluna, ainda como treineira, alcançou 850 pontos na redação do Enem - a nota máxima é 1.000. Ela diz que os simulados que fez pela internet a ajudaram a ter acesso a conteúdos que ainda não tinha estudado em sala de aula, além de se adaptar ao ritmo do exame, que tem a duração de dois dias.
"A internet me ajuda a tirar dúvidas e apender matérias que nem sempre aprendo na escola ou a adiantar matérias que caem no Enem e não tem tempo de aprofundar na sala de aula", diz a estudante.